qui. maio 23rd, 2019

Rodrigo Maia reconhece dificuldade fiscal do Estado, mas quer anistiar dívidas de partidos políticos

Enquanto faz um discurso pela austeridade fiscal, Rodrigo Maia articula anistiar R$70 Milhões em dívida de partidos políticos.

Participando de um evento nos Estados Unidos, o Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou que há um “encilhamento fiscal e social no Brasil”, termo criado durante a crise financeira ocorrida no Brasil a partir de 1890, motivada pela política econômica do governo Deodoro da Fonseca. Em discurso, ele falou:

O orçamento público foi cooptado, nos últimos 30 anos, por corporações públicas, mas também privadas, e nós chegamos a este encilhamento fiscal, caminhando rapidamente para um colapso social […] A aprovação da PEC que definiu o teto dos gastos públicos recebeu muitas críticas, especialmente da oposição ao governo Temer, que dizia que a PEC reduziria investimentos em saúde e educação, e eu sempre defendi que o problema do Brasil não está na PEC do teto, mas exclusivamente no montante de despesas obrigatórias do governo federal, que a cada ano cresce, e hoje representa quase 95% de todo o orçamento primário do governo“.

Porém, enquanto ele diz isso no evento, negocia na Câmara dos Deputados uma anistia que fará o Estado deixar de receber R$70 Milhões em dívidas de partidos políticos.

De acordo com o Portal Renova Mídia, a principal medida do texto aprovado, relatado pelo deputado Paulinho da Força (SD-SP), é a anistia para os partidos que não tenham aplicado o mínimo de 5% das verbas do Fundo Partidário para promover participação política das mulheres entre 2010 e 2018, mas que tenham direcionado o dinheiro para candidaturas femininas.

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