qui. maio 23rd, 2019

Uma breve e rápida análise sobre as recentes -e infelizes- falas acerca de Olavo de Carvalho feitas pelo Jornalista -que mora nos Estados Unidos, apesar de tirar sarro do Professor por isso-, destroçado em debate por Ciro Gomes certa vez, agora o liberal se comporta como um esquerdista de caneta na mão.

Em um artigo publicado hoje mais cedo para o Portal na Internet do jornal Gazeta do Povo, Rodrigo Constantino (Rodrigo Cocô, para muitos) escreveu uma série de equívocos, em grande parte ecoados pela grande mídia -da qual ele faz parte, uma vez que escreve para o Gazeta do Povo e fala todas as manhãs na Rádio JovemPan.

Abaixo, transcreverei alguns trechos do artigo dele (em negrito), na sequência volto comentando.

[…] não se trata apenas de um filósofo desbocado que fica atacando os militares e fazendo campanha contra o vice-presidente, mas sim de um “guru” de uma seita fanática que tem, entre seus membros, ninguém menos do que dois filhos do próprio presidente, sem falar que ele mesmo colocou em destaque o livro de Olavo quando venceu as eleições“.

Vamos lá, Rodrigo Constantino: mostre-nos a qual seita pertencem os alunos de filosofia do Professor Olavo de Carvalho. Uma seita pressupõe seguidores cegos de um líder que reinterpreta algum escrito sagrado ou liderança superior (por exemplo, seitas que reinterpretam e colocam escritos de líderes acima da Bíblia, apesar de utilizá-la, como Testemunha de Jeová. Podem haver também seitas Judaicas ou Islâmicas). Onde estão presentes os elementos de seita nos livros de Olavo de Carvalho? O ônus da prova é seu!

Há uma clara rivalidade entre militares e olavistas, que se sentem os templários numa cruzada para “limpar o país do comunismo”, sendo que comunistas são todos aqueles que não são reacionários“.

Olavo de Carvalho está há pelo menos 25 anos explicando o domínio e hegemonia esquerdista na cultura brasileira; ele estava dentro de uma redação de jornal quando os comunistas fizeram o cadastramento de todos os jornalistas em sindicatos que eles próprios dominavam; as críticas feitas por Olavo de Carvalho aos militares, seus erros, estão no documentário Brasil Paralelo, da qual o senhor Constantino participou -seria você mais um seguidor ou apoiador do velho guru da Virgínia por ter feito parte do -excelente- time de comentaristas do Brasil Paralelo, junto a ele?- Professor Olavo, melhor do que ninguém, pode dizer que realmente lutou contra o mal revolucionário em atuação há décadas no Brasil e as críticas que faz ao Regime Militar são cabíveis e corretas.

Sobre a questão de reacionários, deixo a indicação do inescapável livro de João Pereira Coutinho: As Ideias Conservadoras – Explicadas a revolucionários e reacionários, onde ficará claro que os componentes fora do governo que são acusados de reacionários, na verdade, não o são. Reacionários são os que defendem com unhas e dentes os militares, a volta do regime e/ou fazem vistas grossas aos erros cometidos. Nisto, até mesmo o vice-presidente está incluso.

A tática dos reacionários é casar Olavo de Carvalho com a preocupação cultural, como se fossem uma só coisa. Balela! O novo livro do Ben Shapiro é todo sobre a importância do resgate de valores ocidentais, e isso não o impede de detestar a alt-right nacional-populista e atacar figuras autoritárias como Steve Bannon. Olavistas não possuem o monopólio da preocupação com questões culturais. Ao contrário: seus métodos jogam contra qualquer possibilidade de efetivamente preservar (conservar) o legado ocidental“.

Com o arcabouço literário e leitura da realidade brasileira que possui o filósofo Olavo de Carvalho, é extremamente leviano, no mínimo, dizer que não há em sua história tremenda preocupação com o legado cultural do Ocidente. Basta ver a produção e nível intelectual de seus alunos para atestar justamente o oposto. Allan dos Santos, Ítalo Lorenzon, Bernardo Pires Küster, Nando Moura, Felipe Moura Brasil, Paulo Enéas, Filipe Garcia Martins são só alguns poucos nomes de alunos do Professor Olavo de Carvalho que vêm desempenhando papel fundamental justamente nesse resgate (iniciativas como Terça Livre, Crítica Nacional, o filme ‘Eles estão no meio de nós’, Estudos Nacionais, Brasil Paralelo, o próprio Observatório Brasil, não existiriam sem a figura formadora de Olavo de Carvalho).

Com essas críticas quem se assemelha ao petismo e aos revolucionários é justamente essa ‘direita’ crítica do Governo (da própria Rádio JovemPan, Marco Antônio Villa, Rodrigo Constantino, Carlos Andreazza, Marcelo Madureira, entre outros) e que acha que o maior problema brasileiro reside apenas no caos econômico -ele é um grave mal, mas não o maior deles.

Os olavistas querem confronto. Eles precisam de confronto, pois são tribais, adotam a visão de guerra constante de nós contra eles, enxergam inimigos mortais por todo canto. Já Bolsonaro, como presidente, precisa governar, contemporizar, articular, agregar […] Bolsonaro precisa se livrar do Bannon tupiniquim. Ou isso, ou está perdido“.

Parece que quem está afim de arrumar encrenca generalizada é justamente Rodrigo Constantino. Por quê dizer ao Pastor e Deputado Federal Marco Feliciano que este gosta mais do Professor do que de Jesus? O Parlamentar aprendeu muito com o Filósofo, isto é notório. A comparação com Jesus e a ironia salvífica por trás da comparação com Olavo de Carvalho é descabida e de mau gosto; ou melhor, cabe a pessoas do nível de Gleise Hoffman e outros asquerosos esquerdistas.

Como já observamos, Carlos Bolsonaro, Marco Feliciano e Olavo de Carvalho fazem críticas com base no que o próprio Hamiltom Mourão vem falando, em declarações que não estão em consonância com o que pensa e pregou durante a campanha o seu líder, hoje Presidente Jair Bolsonaro. Não é campanha difamatória, são fatos. O mesmo acontece com as críticas do Filósofo aos militares e sua teoria da panela de pressão, que elevou ao poder os gramscianos PT e PSDB anos depois.

Pelo visto a ‘direita liberal’ quer censurar através da palavra e opinião, e pelas ligações a essa ou aquela figura, um Deputado que age dentro de suas funções constitucionais. Quer tachar os outros com adjetivos que não cabem e não fazem sentido. Quer desinformar, enganar e sonegar com ares de intelectualidade (como quando Constantino chamou de ‘MST bolsonarista‘ os caminhoneiros, mesmo que o Presidente da República não faça repasses financeiros públicos a grupo nenhum ligado aos motoristas, como o PT e o PSDB fizeram com o MST).

Pensem: Com uma direita assim, quem precisa de esquerda, né!?

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