sex. maio 24th, 2019

Imprensa critica modo com o qual governo Bolsonaro negocia com o Congresso Nacional: sem ‘toma lá, dá cá’

Em comentário feito durante o Programa 3 em 1 anteontem (13), o comentarista político Carlos Andreazza disse que o governo fez a negociação política que tanto criticou, se dobrando à velha política. No UOL, Tales Faria faz crer que Ônyx Lorenzoni está enfraquecido, justamente porque não tolera a negociação na base do que vinha sendo feito até então. É a imprensa prestando seus afagos ao modo corrupto de se aprovar pautas, que até o início deste governo ela mesma tanto criticou.

Andreazza disse que o governo incorreu na velha prática quando liberou emendas parlamentares, mesmo elas sendo obrigatórias -conforme observamos, confira. Ocorre que o governo Bolsonaro não o fez em troca de aprovação de pauta alguma, ao contrário, se viu obrigado a cumprir um requerimento obrigatório em lei. Os governos anteriores trocavam cargos de primeiro escalão, altas posições em empresas estatais e agências reguladoras, tudo em troca de propina e apoio contra denúncias ou aprovação de pautas onde não houvesse força para aprovar. Não obstante, o comentarista chega a elogiar Temer no vídeo por não fazer o mesmo -acho que esquecendo-se da denúncia barrada pelo Congresso por conta justamente de emendas liberadas pelo Poder Executivo, para este fim mesmo.

O repórter do UOL, Tales Faria, usa a narrativa de que o líder da articulação do Governo, Ônyx Lorenzoni, estaria enfraquecido justamente por não querer conversar com líderes de partidos, e que Bolsonaro o mandou à Antárica para livrar-se do Ministro e fazer ele próprio a negociação, um absurdo. Veja, no trecho a seguir, a ideia do autor de que não receber líderes corruptos dos partidos é evitar a negociação ou mostrar-se fraco (a matéria na íntegra pode ser acessada aqui):

Até hoje o presidente da legenda, ACM Neto, é mantido à distância do Planalto. Outros presidentes de partido nem sequer são recebidos. O senador Ciro Nogueira (PI), comandante nacional do PP, nunca foi procurado e também tem dito que não quer saber do ministro. Nem do governo… […] A falta de tato levou o ministro a mandar para os líderes dos partidos governistas uma lista de cargos a serem preenchidos no segundo e terceiro escalões do governo com uma observação nada simpática: os principais postos já têm donos, Serão indicados pelo Planalto ou pelo ministro da pasta, “se quiser o resto, é pegar ou largar”.

Fica claro o porquê de o Governo não ter dado a preferência de escolha nos principais cargos de alto escalão para esses líderes: são todos corruptos, e, com corrupto não tem conversa, porque as conversas deles sempre envolvem maracutaias, troca de favores ilícitos, dinheiro por debaixo dos panos! ACM Neto é velho conhecido por seus casos de corrupção. Ciro Nogueira foi denunciado esses dias por recebimento de dinheiro ilícito na campanha à presidência de Dilma Roussef em 2014 -conforme observamos, veja.

Esses são exemplos de como a mídia, desesperada por acabar com a imagem de Bolsonaro, seu governo e Ministros (além de pessoas que julgam próximas ou influentes, como o Professor e Filósofo Olavo de Carvalho) se submete a defender até mesmo o retorno da velha maneira espúria de se negociar cargos e trocar propina por apoio político. Para a imprensa melhor seria que a negociação pela Reforma da Previdência fosse feita nos moldes PTistas e PMDBistas dos últimos anos.

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