dom. fev 17th, 2019

Em possível movimento estratégico, Internacional Socialista reconhece legitimidade de Juan Guaidó em Venezuela

Internacional Socialista se adianta estrategicamente e prefere perder uma ditadura socialista, mantendo o domínio esquerdista da social democracia, também de esquerda, sobre a Venezuela.

De acordo com o site Conexão Política, a Internacional Socialista apoia a mudança de comando em Venezuela. A entidade supranacional reconhece o esforço do líder opositor no país e que devem haver novas eleições, capitaneadas pelo Parlamento, a Assembleia Nacional venezuelana. O movimento pode ser uma forma de salvar o socialismo não só no país, mas em todo o continente.

Juan Guaidó, Senador e líder da oposição no parlamento, foi proclamado presidente por milhares nas ruas, seguindo rito constitucional venezuelano, há uma semana, sendo reconhecido por importantes potências regionais como Brasil, Estados Unidos e Canadá. A internacional Socialista, em seu manifesto, asseverou que eleições sejam feitas, monitoradas por entidades independentes e imparciais.

Acumulando sucessivas derrotas nos países da região desde o início da década, ter um ditador que faliu um país rico em bacias de petróleo como a Venezuela, que há poucos anos era aclamado como “o socialismo que deu certo” pela esquerda em geral, agora parece ser uma propaganda negativa do movimento.

O movimento feito pela Internacional Socialista ao pedir novas eleições, embora pareça nobre e democrático, pode também ser uma forma de salvar o comunismo no continente Sul-Americano, uma vez que seu fôlego parece estar acabando. É sempre assim, a China liberalizou o regime, afrouxando um pouco a antes rígida política econômica, afim de manter a o controle social comunista, o partido continua mais forte do que nunca, e o comunismo lá ainda vive. Na antiga URSS havia todo um mercado negro por trás da cortina de ferro, que na verdade era o sustentáculo econômico no país. Em Cuba, Fidel Castro manteve uma falsa prosperidade socialista somente enquanto contou com vultuosas somas advindas do patrocínio soviético e, mais recentemente, do petróleo venezuelano. Assim, uma nova onda Social-democrata pode regressar para essa parte do globo, começando justamente por Venezuela, sob a propaganda de liberdade e prosperidade econômica.

Juan Guaidó, embora da oposição, não é um direitista. Seu partido (Vontade Popular) é Social Democrata. A confrontação feita ao regime de Nicolás Maduro é semelhante ao que víamos fazer no Brasil o PSDB durante os governos Lula e Dilma. Ou seja, uma faceta menos autoritária e mais longeva do mesmo socialismo. Aqui reside o maior desafio venezuelano, livrar-se de vez da amarra comunista.

Diferente do que vimos em Colômbia, Paraguai e Brasil, onde de fato uma oposição ideológica venceu a disputa, o governo socialdemocrata até trará liberdade e alguma prosperidade econômica -por necessidade e não por convicção-, mas manterá a linha mestra dentro do espectro esquerdista, apesar de mais brando. São os tucanos da Venezuela.

É o socialismo fabiano colocando suas mangas de fora, vindo em socorro da esquerda radical. Para a atual Venezuela, de tão destruída que está, até o “menos pior” é o melhor.

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