ter. set 17th, 2019

O motivo por que você, cristão, não pode ser de esquerda – parte II

Nesta continuação abordarei mais alguns fatos e ideias esquerdistas, coisas que são aplicadas em alguma medida e por diversas maneiras pelos partidos e militantes de esquerda, que atacam o evangelho ou a moral cristã. Por isso, a ideologia esquerdista não deve ser seguida ou adotada por cristãos. Se você não leu a primeira parte deste artigo, acesse-o por este link.

Continuando o final do último texto, alguns escritos nos mostram o ímpeto socialista contra a igreja. Os livros: torturado por amor a Cristo de Richard Wambrung e O Comunismo e o evangelho eterno do Pr. Gerson Moura apresentam a perseguição que houve nos regimes ditatoriais durante o século XX, tudo vivenciado por eles. Osvaldo Peralva, em seu livro O retrato, mostra um pouco do tipo de tratamento dado pelos comunistas soviéticos (isso porque ele era um militante do PCB em treinamento para fazer guerrilha no Brasil, ou seja um comunista, aliado, não considerado um inimigo do regime). Em países ocidentais livres o cristianismo tem sido aviltado por pessoas da ideologia em filmes, “manifestações de arte” e shows onde Jesus é travesti. Outras vezes, leis são propostas e compostas para tolher a liberdade de expressão dos evangélicos e católicos, sob desculpa de intolerância. Se você pesquisar quais pessoas e entidades estão por detrás desse tipo de situação, vai encontrar partidos políticos, organizações não governamentais, instituições (até mesmo cristãs, compostas por pessoas de cunho ideológico progressista), movimentos, etc, sempre assumidamente esquerdistas ou com pautas revolucionárias.

Dentro da ideia de desconstrução da família tradicional bíblica -chamada por Karl Marx e Friedrich Engels de família burguesa-, pouco antes dos anos 1930, filósofos marxistas fundaram uma escola com a intenção de discutirem alguns temas relacionados ao socialismo, sobre quem seriam os agentes ou sujeitos privilegiados da história naquele momento (se seriam as mulheres, os jovens, ou se o banditismo e a prostituição) e análises sobre a revolução russa. Surge então o Instituto de Pesquisas Sociais, também chamado de Escola de Frankfurt. Suas ideias se espalharam muito e estão em voga até os dias de hoje. Posteriormente, como a teoria econômica do socialismo havia sido posta abaixo por intelectuais da Escola Austríaca de Economia (sendo Ludwig Von Mises o mais proeminente deles) as atenções voltaram-se mais para a socialização no âmbito dos costumes, e outras formas de revolução foram postas em prática mundo afora por iniciativa dos debates e teorias desenvolvidas no instituto; engenharia social.

Um dos mais famosos teóricos e fundador do instituto foi Max Horkheimer. Algumas de suas ideias foram baseadas no incesto, ficando mais amostra nos últimos tempos por conta do livro de Fernando Haddad, denunciado pelo filósofo brasileiro Olavo de Carvalho. Profundo conhecedor do tema, tendo estudado importantes figuras frankfurtianas, Olavo fez um vídeo (disponível aqui) no qual mostra que o livro do candidato à presidência da República na última eleição (chamado em defesa do socialismo, e publicado em 1998, por ocasião dos 150 anos do Manifesto Comunista, que mencionamos na parte I) nada mais era do que uma cópia das ideias já concebidas por Horkheimer há anos. Um exemplo citado no vídeo é sobre como carícias sexuais entre mães e filhos podem ser um elemento revolucionário para pôr abaixo a ordem capitalista atual. Perceba que essa ideia bate exatamente com aquela que Marx e Engels já defendiam, porém agora metodologicamente. Você destrói a família desde dentro dela, através da erotização das relações mãe-filho.

Outro teórico muito famoso foi Herbert Marcuse. Este defendeu a erotização total da sociedade, quando escreveu seu livro: Eros e a civilização. Aqui há o gérmen da revolução sexual, muito aplicada nos anos 1960 e 70. Em eros e a civilização, Marcuse monta por cima de ideias “Freudianas” uma maneira de derrubar o capitalismo, incentivando o sexo livre na sociedade, sobretudo entre os jovens, como forma de aplicar a revolução. Esse seria o sujeito revolucionário da vez: o sexo, a lascívia. Isto, a longo prazo, produziu pessoas com essa mentalidade totalmente subserviente aos desejos carnais, por assim dizer, e hoje desemboca em jovens grávidas nos bailes funk feitos em plena a rua. Pode não parecer, mas quando se incentiva a promiscuidade a níveis máximos, obviamente demandas sociais passam a aparecer. Por exemplo, mães solteiras aos montes reclamam creches e benefícios do Estado, aumentando sua esfera de atuação e, por consequência óbvia, o poder de controle estatal. Foi a quebra da moral cristã, no momento em que a castidade pregada pela Bíblia através da igreja passou a ser algo careta ou mal visto socialmente, por exemplo. Com isso, passamos a enfrentar o problema dentro da igreja, com vários casais engravidando antes de casar, mães solteiras e o aborto aos poucos vindo como solução na cabeça dessas jovens. Não que isso não existisse antes na sociedade, ou a castidade pré-nupcial fosse algo a que todos aderissem indiscriminadamente; porém, é inegável que a igreja não tenha sofrido essa influência de fora, quando olhamos para seus últimos 40 anos. Segundo Marcuse, a antiga sociedade, feita para a produção e não para o prazer, ajudava na manutenção da dominação e da exploração (capitalista, óbvio).

Segundo Herbert Marcuse, a liberação das drogas e os bandidos, prostitutas, mendigos (o lunpemprolatariado) também eram uma força revolucionária, pois o proletariado -com a substancial e inevitável mudança de vida trazida pelo capitalismo- havia se corrompido pelo enriquecimento. Daí surge a tese de liberação das drogas e elevação da classe delinquente aos ares de heroísmo (outra coisa que a Bíblia condena).

Sobre a adoção dessas “novas ideias”, em O livro negro da Nova esquerda, escrito por Agustin Laje e Nicolás Marquez, encontramos a seguinte citação, fazendo referência à massa de pessoas que vão encampar a revolução, massa essa criada pelos próprios partidos e movimentos de esquerda, que eles irão representar: “o problema, neste ponto, passa a ser como começar a construção destas novas identidades, e a resposta será dada, mais uma vez, pelo conceito de ‘hegemonia’ […] no entanto, uma articulação, para ser hegemônica, deve surgir no quadro de um antagonismo social, isto é, num espaço dividido pelo conflito […] um grupo de trabalhadores tem demandas particulares, como, a necessidade de aumento salarial; grupos de mulheres, por outro lado, pedem proteção para o sexo feminino diante dos casos de violência contra a mulher; grupos de indígenas, por sua vez, reclamam proporções de terras baseando-se em supostas possessões de seus antepassados remotos. Estas demandas, separadamente, carecem de força hegemônica. A esquerda, contudo, tem a missão de instituir um discurso que, sobre um terreno de conflito maior, articule estas forças em um processo hegemônico que as faça equivalentes diante de um inimigo comum: o capitalismo liberal”. (Livro negro da Nova esquerda. Págs. 34-35). Parte dessa batalha é encampada contra a religião, através de leis e de um arcabouço, tácito ou não, chamado politicamente correto, que nada mais é do que uma ditadura do pensar e se expressar, imposta pela esquerda (veja o caso da ministra Damares Alves sobre as cores de roupas para meninos e meninas: é exatamente isso!).

Não é segredo para ninguém que todas as organizações e partidos de esquerda defendem, em alguma medida, a liberação indiscriminada do aborto, e o incesto sob alguma forma. O assassinato de crianças no ventre de suas mães é largamente defendido pela esquerda, que usa despudoradamente a desculpa econômica para tal, desvalorizando a vida. Eles afirmam que as mulheres pobres fazem aborto e morrem, enquanto ricas saem do Brasil para o exterior -nos lugares onde é liberado- e, após livrarem-se da criança, continuam suas vidas normalmente. Em nenhum momento se pensa naquela vida que está sendo tirada. Uma desumanidade que querem pagar com dinheiro público, uma vez que medidas no sentido de trazer o aborto legal para dentro do SUS é uma das suas metas políticas.

Para fechar, cito ligeiramente Antônio Gramsci. Ele defendeu que órgãos como igrejas, imprensa e universidades deveriam ser usadas para propagar a ideologia comunista, de maneira que as pessoas se tornassem socialistas sem perceberem. Ele chega a dizer que a igreja deveria ser a caixa de ressonância da revolução, traduzindo na forma de pregação do evangelho a doutrina socialista. Ou seja, é a transformação da cátedra eclesial em palanque doutrinador para a política. Aí está o perigo nas teologias da Libertação e da Missão Integral, criadas para este fim. Ele foi o mentor do marxismo cultural, que desde dentro da própria igreja, do Estado e da mídia em geral, tem atacado o cristianismo a todo momento.

Espero, caro leitor, com este artigo ter mostrado a você parte da base e do elemento intrinsicamente anticristão dentro do esquerdismo de modo geral (que abrange até mesmo positivismo, nazismo e fascismo), no qual o socialismo em si tem maior proeminência. O assunto é muito longo e demandaria bem mais páginas; mas, pouco do se pode achar está aí.

Infelizmente, dentro das igrejas estamos cheios de bons teólogos, verdadeiros toupeiras em matéria de história e pensamentos políticos, que acabam sendo enganados como patinhos pela propaganda esquerdista sobre temas como capitalismo e conservadorismo e, iludidos pela propaganda mentirosa, não sabem nada acerca do que realmente é a esquerda. São usados para corroborarem o discurso dos que querem, na verdade, acabar com o elemento cristão na sociedade, estejam eles conscientes disso ou não.

São os “idiotas úteis” a que Antônio Gramsci se referiu; os cegos que guiam cegos, mencionados por Jesus Cristo no Novo Testamento.

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