dom. jun 16th, 2019

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro fala sobre caso COAF.

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo publicada no último Domingo (08), Fabrício Queiroz disse que sente estar sendo tratado como ‘o pior bandido do mundo’. Envolvido em um caso de movimentação de dinheiro em sua conta bancária investigado pelo COAF, Fabrício ficou sem falar por algum tempo, gerando certa desconfiança acerca do que se trata exatamente essa movimentação. Na ocasião, ele disse ao jornal que ‘em breve’ dará maiores esclarecimentos sobre a questão.

Na entrevista, disse estar acometido de um câncer e que a notícia da investigação sobre ele prejudicou ainda mais sua saúde, já debilitada. Além da repercussão e da maneira como foi tratada pelos órgãos de mídia, ele criticou o modo como tudo isso tem exposto sua família. Quanto aos depoimentos marcados pelo COAF em que ele faltou, a alegação foi de que as dores provocadas pela doença prejudicaram sua ida. O tumor maligno, localizado no estômago, o fazia evacuar sangue e vomitar, segundo disse ao Estadão.

Relembre o caso:

Um relatório do COAF apontou movimentações suspeitas nas contas de Fabrício Queiroz, assessor de Flávio Bolsonaro. O Ministério Público Federal e a Polícia Federal estão investigando casos de corrupção na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que levaram a este caso. O MP marcou dois depoimentos para Queiroz, nos quais ele não pôde comparecer, segundo alega, pelo mau estado de saúde. Em entrevista ao SBT, falou que as movimentações se devem a negócios que ele tem com revenda de carros. Porque Fabrício Queiroz era assessor de Flávio Bolsonaro, o MP sugeriu que o agora Senador comparecesse na próxima Quinta-feira (10) para prestar depoimento. Por exercer cargo público, porém, Flávio pode escolher onde e quando fará o testemunho.

Muito tem se falado deste caso na mídia. Pessoas vêm se aproveitando do nome do Senador -filho do presidente eleito Jair Bolsonaro- para promover uma campanha contra a idoneidade da família. Sem se lembrar, nem dar o devido e necessário destaque, no entanto, a outros casos já comprovados, em que políticos faturaram quantias bem maiores de corrupção -este, por enquanto, está na esfera da investigação- gerando uma assimetria nas informações para as pessoas que pouco ou nada sabem sobre este e os outros casos, que envolvem quantias bem mais vultuosas. Ademais, o fato de um assessor ter culpa ou errado em algum momento, não quer dizer que o Senador tenha dado anuência ou esteja ligado a quaisquer tipos de corrupção.

Esperemos pelos depoimentos de Flávio e Fabrício para termos uma ideia melhor do caso.

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