qua. dez 19th, 2018

Desproporcionalidade: quando damos mais valor à vida animal do que à humana

Colaboração: Guilherme Bardavira

Veio a público, recentemente, o caso do cachorro que morreu em Osasco no dia 28 de Novembro (quarta-feira), vítima de envenenamento e espancamento por um funcionário da rede de hipermercados Carrefour, supostamente a mando de um superior. É lamentável o ocorrido e medidas judiciais já estão sendo tomadas para com o funcionário, que foi afastado da empresa, e o caso está sendo investigado pelas autoridades da cidade.

No Facebook, viralizou uma corrente de mensagens contra maus tratos aos animais, e de boicote à rede de supermercados, além de uma série de comentários direcionados ao funcionário, e autor do crime, dizendo que ele merecia destino igual ou semelhante ao do cachorro. Uma punição severa é justa, afinal, ele tirou a vida de um animal, e isso não tem perdão, não é mesmo? Quem faz uma barbaridade dessas a um animal, pode fazer o mesmo com outro humano.

Sim, o delito não tem perdão, mas é ilógico pensar que isso é comparável a um crime contra a vida humana, sendo que nem este tem pena tão dura quanto a de morte. Hoje temos vivido uma tremenda inversão de valores na nossa sociedade. Com o crescimento de movimentos como vegetarianismo e veganismo, a vida de animais têm tomado um posto acima da humana. De forma que a atenção social e da mídia se volta para casos como esse, enquanto outras situações semelhantes que ocorrem contra a vida humana são deixadas de lado, como os inúmeros policias que morrem diariamente, simplesmente pelo fato de serem policiais e estarem no lugar errado na hora errada.

O caso é só mais uma amostra de como as pessoas perderam o senso de proporcionalidade, devido ao descaso dado pela mídia (completamente alinhada aos interesses esquerdistas) aos crimes contra a vida humana (e se você duvida que há um elemento esquerdista e revolucionário relacionado à questão do banditismo brasileiro, veja o que Herbert Marcuse dizia acerca do lumpemproletriado ser usado para a revolução, leia o livro de William Lima da Silva 400 contra 1 – uma história do crime organizado, a sua repercussão midiática positiva à época e pesquise sobre a ligação PT-FARC-Foro de São Paulo). Prova desse afrouxamento estratégico são as próprias leis e possibilidades de recursos, mesmo para crimes bárbaros como o de Alexandre Nardoni (assassino da menina Isabella Nardoni), que estará em regime semiaberto em breve, e provavelmente conseguirá isso a partir de mecanismos como previstos nessas leis.

Outro ponto que deve ser lembrado é o total esquecimento por parte da mídia de milhares de crianças assassinadas anualmente só no Brasil, muito disso sob a falácia abortiva dada pela militância esquerdista (tema que, com certeza, será abordado futuramente pelo Observatório).

Em que ponto chegamos? E até onde será que a depreciação da vida humana vai chegar?

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