sex. nov 16th, 2018

O que acontece se o PT ganhar as eleições

José Dirceu sintetizou ontem o que o Partido dos Trabalhadores já havia dito há três anos atrás no seu 5° congresso, cuja síntese máxima foi denominada como: PT – Um partido para tempos de guerra, quando disse a seguinte frase: “é uma questão de tempo para o PT tomar o poder”. Dirceu, como sabemos, é o articulador do mensalão. Condenado, no momento mesmo em que era julgado, já articulava e punha em prática a substituição desse sistema de corrupção por outro, descoberto em 2014 pela Polícia Federal, hoje conhecido como Lava-jato. Além disso, é um agente do serviço secreto cubano, não tendo carteira, ou qualquer outro documento, que mostre a baixa de seus serviços prestados ao DGI cubano.

Qual a relação dessa declaração de José Dirceu, um dos líderes do PT, com o partido propriamente e sua sanha de novamente ocupar o poder? Muitas, a depender das resoluções elaboradas por eles próprios em 2015. Aqui vou elencar algumas frases do documento para que você tenha ideia das ações deles, semelhantes às tomadas por Hugo Chávez, e que levaram a Venezuela ao estado atual em que se encontra (trechos em itálico e sublinhado estão ipsis litteris ao documento):

Na página 160, item a clama por uma constituinte e uma reforma política. Hugo Chávez tomou essa iniciativa já em 1999, quando assumiu o governo do país;

Também na página 160, o item c conclamava Dilma (presidente à época) a demitir os ministros capitalistas, constituir um governo apoiado por CUT e MST, além de pedir o impeachment dos ministros do STF que votaram pela condenação de condenados na ação penal 470 (mensalão);

O item f é muito claro ao dizer o seguinte:

Estatizar a Rede Globo, que é concessão pública e abri-la para os movimentos sociais! É público e notório que a Globo se construiu sob o manto da ditadura e com dinheiro público, sonega impostos e deve mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos. Estatizar todas as redes, TVs e rádios religiosas, de qualquer confissão. O Estado é laico e os serviços públicos devem ser laicos e democráticos. Basta com um serviço público, as concessões, sendo utilizadas permanentemente para tentar fraudar eleições e manipular a população!

O estranho é que esse mesmo meio de comunicação é aplaudido pelos asseclas petistas quando critica Bolsonaro, mesmo que baseado em mentiras. Ademais, eles parecem considerar quaisquer derrotas que venham a ter democraticamente nas urnas como sendo fraude, e a derrota mesma torna passível de perseguição os órgãos de imprensa livre.

No item i o documento diz o seguinte:

Cessar imediatamente qualquer perseguição policial, judicial, repressão e criminalização dos movimentos sociais. Colocar o governo a apoiar política e materialmente a luta contra todas as perseguições aos movimentos sociais. Anistiar por decreto presidencial todos os perseguidos e condenados políticos. Apoiar o PL de Anistia Nº 7951/2014, em tramitação no Congresso Nacional.  

Provando que o partido não reconhece a institucionalidade que rege o país, eles mostram o total desrespeito para com as forças policiais que façam valer a letra da lei. Talvez por isso tanto desejaram a unificação das polícias, que, assim, ficariam sob tutela do governo federal, ou seja, subordinadas ao Partido governante (à época coincidentemente o PT, que teria uma força policial a seu serviço, que prenderia e perseguiria inimigos políticos, novamente como aconteceu em Venezuela). Ademais, como consideram Lula preso político, aqui está clara a missão do próximo presidente da República petista: soltar Lula via decreto presidencial.

Na página 35, encontramos a espinha dorsal das intenções políticas do partido:

  1. Para preparar-se e tornar-se efetivamente capaz de ser força política hegemônica na sociedade brasileira e conquistar a direção do poder político como um todo, o PT precisa de uma clara hegemonia interna, em torno do programa e da estratégia democrático-popular e socialista, reiterando seu caráter de classe, de massas, de luta e internamente democrático. Deve, ainda, ampliar sua presença institucional e social e revigorar sua vida partidária, com atenção primordial a suas bases organizativas. E superar a prolongada subestimação da formação política de dirigentes e militantes, utilizando tal formação inclusive como primeiro passo para o ingresso no partido e a ocupação de cargos de direção.

 

  1. O PT deve, também, formular e executar uma política de cultura, educação e comunicação de massas, tendo em vista construir uma hegemonia das ideias democráticas, populares e socialistas no meio do povo, hoje vítima de uma violenta ofensiva do ideário conservador.

 

  1. No caso específico da comunicação, trata-se de 1) democratizar a comunicação social; 2) ampliar a rede de meios de comunicação (televisões, rádios, internet e imprensa) dirigidos pelo campo democrático-popular; 3) construir os instrumentos do próprio Partido, com destaque para um jornal diário de massas, que seja o núcleo central de produção do conteúdo que será repercutido através dos demais meios, especialmente das redes sociais.

 

  1. Continuamos trabalhando para que o PT assuma um papel de vanguarda, não apenas na luta pelo governo, mas também na luta pelo poder; não apenas na luta pelo desenvolvimento, mas também na luta por reformas estruturais e pelo socialismo.

 

Realmente, fica claro que o PT não tem vocação democrática. O que quer dizer, sempre quis se perpetuar no poder, não aderindo ao rodízio natural de partidos no governo, base da democracia. E declara abertamente. Por isso, iniciativas como o Foro de São Paulo, os próprios escândalos de compra do congresso já mencionados, além documentos como este que estamos analisando, foram capitaneadas pelo partido. Por isso suas lideranças fazem declarações como essa que José Dirceu fez no dia de ontem.

Para finalizar, deixo um trecho (página 161 item 8) que traduz a frase de Lula, certa feita, quando disse que se houvesse impeachment de Dilma, João Stédile, então líder do MST, colocaria seu exército vermelho nas ruas:

Para fazer isso, companheiros, será preciso convocar as massas para defender essas posições, para dobrar ou derrotar o Congresso Nacional e todas as instituições reacionárias. Se vocês o fizerem terão um apoio majoritário entre as massas, do sul ao nordeste, e se estenderia massivamente por todo o país. Venezuela, Equador e Bolívia já mostraram que os trabalhadores e a juventude respondem positivamente quando seus dirigentes convocam as lutas contra as oligarquias dominantes.

O PT não reconhece as polícias. O PT não reconhece as leis. O PT não reconhece o congresso nacional. O PT tinha como meta cassar o mandato do então Deputado Jair Bolsonaro e agora ele está hospitalizado, após levar uma facada (confira no trecho 157 da página 30 no link do documento que deixei no início do texto). Ou seja, o PT sempre quis mesmo foi transformar o Brasil em uma ditadura hegemônica, e quase conseguiu, contando com a conivência de seus partidos satélites, que lhe prestam apoio implícito (PSDB, PPS, PTB) ou explícito: (PDT, PC do B, PCO, PSTU, PCB, REDE, PSOL). Se Haddad ou Ciro Gomes ganharem as eleições, os esforços possivelmente serão nesse sentido. Se ainda duvida, leia o documento, compare propostas deles com as atitudes tomadas em países vizinhos ao Brasil -como Venezuela e Bolívia- e tire suas próprias conclusões.

 

Dia 07 de Outubro, lembre-se da Venezuela e da amizade entre Lula, Fidel Castro e Hugo Chávez. Você vai querer arriscar?

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

%d blogueiros gostam disto: