dom. dez 16th, 2018

A MENTIRA: Polarização política entre PT e Bolsonaro

Como bem mencionou Allan dos Santos, no boletim da manhã de 20/09/2018 no canal Terça Livre TV (acesse o vídeo na íntegra aqui), a polarização entre Haddad e Bolsonaro traduz muito sobre a narrativa que pessoas na mídia vêm tentando criar nas mentes dos eleitores. Vou elencá-los e comentar de acordo com a análise feita por ele. Pontos que foram, é claro, muito melhor destrinchados no vídeo. O tempo não está para brincadeira, veja:

 

– A polarização de Bolsonaro com este Partido de ladrões é totalmente descabida. Um partido que promoveu por 13 anos a baderna e o roubo institucionalizado no governo, está por detrás da pregação da ideologia de gênero nas escolas (e, por consequência, da destruição da família), tem em suas fileiras pessoas que protegem bandidos e estupradores (como a Deputada Maria do Rosário o fez naquele episódio tão repercutido, em que discute com Bolsonaro no salão verde da Câmara, onde ela o ofende chamando-o de estuprador), partido do presidiário criador -juntamente com o ditador cubano Fidel Castro- de uma instituição supranacional que interferiu diretamente na política interna dos países da América do Sul e Central -O Foro de São Paulo- permitindo a ascensão de Hugo Chávez, Nicolás Maduro, Evo Morales, Daniel Ortega, entre outros; um partido que segue a emporcalhada cartilha marxista, e assim, compactua tacitamente com os mais de 100 milhões de mortos produzidos pelo comunismo mundial, entre outras atrocidades.

Ao promover uma falsa polarização entre ambos, a imprensa está colocando em pé de igualdade, e com o mesmo “peso” de comparação, pessoas que estão vestindo as cores nacionais, as cores da bandeira, e apoiando -seja indo às ruas em carreatas, através de suas redes sociais ou declarando voto por meio de adesivos e camisetas- um candidato cujo discurso é o Brasil, não o partido ou ele próprio. Ele (Bolsonaro) não está a promover uma ideologia. Ele não está a promover a cizânia social (como a esquerda o faz com seus discursos de ódio gayzista, feminista, racial, etc). Ele não está a defender um Estado inchado que tome o fruto do seu suor, trabalhador, compulsoriamente com a intenção de se manter perpetuamente no poder -onde o seu dinheiro será usado para financiar “exposições de arte” que ataquem a família e fé dos mais de 70% de brasileiros cristãos. Ao contrário, ele defende é a liberdade. Enquanto isso, todas as desgraças morais da sociedade são defendidas pelos socialistas -do PT e dos demais partidos de esquerda- e por seus seguidores e eleitores fanáticos. Portanto, não é um duelo de positivo e negativo (ou seja, polarizado); é um duelo do inaceitável, do imoral e do corrupto, contra a defesa da Pátria, a defesa dos brasileiros e do que lhes é caro (sua família e sua liberdade). Chamar isso de polarização é um erro!

Seria, seguindo o mesmo exemplo dado por Allan dos Santos no vídeo, como comparar um homem honrado, que sustenta sua casa e cuida da sua família, com um ladrão que rouba e sustenta seu grupo criminoso. Isso não é “polarizável”, são coisas distintas, absurdamente diferentes. Bolsonaro é um sentimento nas pessoas, que surge naturalmente, porque as ideias que ele defende são valores de nação, de moral e de caráter, impregnados no brasileiro de bem, honesto. Justamente o oposto dos outros candidatos, e seus partidos, com chance de ganhar (sobretudo o PT, que está há anos na vanguarda da destruição cultural e das mentes pela qual o Brasil vem passando). Bolsonaro não está ligado a nenhum serviço internacional, como o Foro de São Paulo. Não tem, nem construiu, uma estrutura de dominação cultural que faça lavagem cerebral na cabeça das pessoas, como o PT fez na imprensa e nas universidades, e o apoio que recebe é fruto da empatia, de um sentimento natural das pessoas que se veem representadas no seu discurso, e fazem campanha para ele de graça. Ele não se locupletou com inescrupulosos para se alçar ao poder; o PT o fez, e isto está provado pela Polícia Federal na operação Lava-jato.

 

– Por quê Haddad cresce e Alckmin não?

A resposta traz consigo algumas sutilezas que pessoas não familiarizadas com a análise e a conjuntura política não percebem. A questão não é a capilaridade do PT. A questão é que o PSDB não tem penetração em órgãos de mídia e em formadores de opinião. O PT tem essa capacidade de penetração na mídia, a ponto de ela -a mídia- só falar dele e conseguir colocá-lo como o adversário polar a Bolsonaro, mostrando um crescimento (e eu não consigo afirmar até que ponto ele é real ou manipulado pelos institutos de pesquisa) que o PSDB não tem. Por isso Geraldo Alckmin não decola, o partido dele não decola, não aparece bem cotado por pessoas da mídia, de institutos de pesquisa e, na verdade, ainda apanha destes nos comentários. A força é desigual, quando se mede o discurso dos formadores de opinião com as pessoas comuns que estão nas ruas, trabalhando; eles têm o microfone, a cátedra; nós, só as mesas de bar e o contato homem-a-homem, por assim dizer. A mídia tem o poder de propaganda e criação de imaginário que o cidadão comum não tem. Por exemplo: Há tempos já era claro como água a qualquer pessoa que Lula não poderia concorrer à presidência, porque está preso. Mesmo assim, só há pouco os institutos de pesquisa o tiraram das apurações por intenção de voto; e a imprensa durante esse tempo todo noticiava a farsa como se fosse algo real, que pudesse mesmo acontecer.

A coisa é tão perigosa, e imperceptível para boa parte das pessoas que não acompanham o mundo político e desconhecem as estratégias dos revolucionários da esquerda, que a diretora do IBOPE chegou a lamentar por Lula não poder concorrer às eleições (conforme o próprio Allan comenta no vídeo e você pode conferir neste endereço eletrônico –site este defensor do PT, por sinal), e ninguém na mídia se indignou ou denunciou que a liderança de um instituto de pesquisas se lamente por um candidato não poder concorrer. Ou seja, essa informação importante não chegou à massa da população. Isso nos mostra como o PT entrou na guerra cultural, tomou através de seus militantes enrustidos diversos órgãos públicos e privados; o PSDB não. O PT há anos soube se apossar de vários organismos nos flancos culturais, e por isso ele é naturalmente mais forte, tem mais soldados espalhados para defendê-lo. Não que o PSDB não queira acabar com as famílias, coadunando de ideias como a pregação de gênero nas escolas, ou não financie o MST (como FHC fez nos anos 90) tanto quanto o PT –isso eles têm em comum. Mas, justamente por serem dois partidos que falam a mesma língua, que estão na esquerda, é que o discurso mais impregnado na mente dessas pessoas repercute mais, sai vencedor.

 

Análises como essa do Allan dos Santos são importantes para que possamos perceber quão suscetíveis ao discurso petista ainda estamos, uma vez que boa parte da mídia ou fabrica ou esconde informações, porque no fundo estão impregnados do discurso da esquerda, olhando com espanto as chances reais de Jair Bolsonaro ser eleito.
Portanto: 1. Não temos uma polarização como querem nos fazer pensar; 2. A força do Partidos dos Trabalhadores está concentrada nos formadores e propagadores de opinião, não nas pessoas comuns que vemos no dia a dia. A militância do PT e da esquerda em geral está concentrada em poucos lugares, como sindicatos, universidades, e nos próprios partidos políticos. Não quer dizer que não seja perigosa, mas que é mais barulhenta.

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