dom. dez 16th, 2018

A Revolução Brasileira

Por Caio Igor Ogrin

 

As grandes manifestações populares que duraram de 2013 a 2016 demonstraram a força da população inconformada com a situação do país. Enquanto bilhões de reais eram gastos para se construir estádios, o povo brasileiro dependia (e ainda depende) de serviços públicos e uma qualidade terrível. Inconformado, saiu às ruas exigindo ser respeitado pela classe dominante de nosso país, pois pagamos uma taxa tributária altíssima para sustentar um Estado gigante, que só atrasa nossas vidas. Foi nesse momento que nasceu a Revolução Brasileira, que é a luta entre o povo desorganizado e o estamento burocrático.

Desde então estamos atravessando um período revolucionário. Tivemos em 2014 a eleição presidencial mais disputada de nossa história. Desde o inicio da Sexta República fomos lançados em uma estratégia das tesouras, onde uma falsa direita se opõe a uma esquerda revolucionária, beneficiando a última. O povo, preso nessa armadilha maligna, começou a se dividir, após a vitória da presidente, entre nortistas e sulistas, brancos e negros, ricos e pobres.

Após um ano e meio governando sem legitimidade, a presidente foi impedida de governar pelo Congresso Nacional, cujos membros queriam sobreviver à tempestade criada por um governo desastroso que levou o país ao caos político e econômico. Milhões perderam seus empregos e os jovens não conseguiam se encaixar no mercado de trabalho. O vice-presidente foi empossado no cargo juntando em torno de si o que havia de pior na política nacional. Formou-se um governo que tinha amplo apoio dentro do Congresso Nacional, mas nenhum apoio do povo.

A população aflita e frustrada começou a buscar uma liderança que pudesse trazer de volta dias melhores para o nosso Brasil. Então surgiu a figura do Capitão. Um homem de fala simples que compartilha dos mesmos valores da maioria do povo. Desde então essa relação entre o líder e a massa só vem crescendo, se espalhando por todo o país. As tentativas de descontruir sua imagem só lhe dão mais eleitores.

O líder sindical que se apresentou como pai dos pobres, agora está preso em Curitiba, mas com uma grande parcela de eleitores fiéis. A eleição presidencial desse ano irá por de um lado o lulismo e do outro o bolsonarismo. As pessoas votavam nos candidatos do PSDB por falta de opção. Agora já tem um candidato que compartilha seus anseios.

A Sexta República foi morta no dia em que sua maior liderança foi presa. Que venha a Sétima República, a travessia para o Segundo Império.

Por Cristo e pelo Brasil!

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